sexta-feira, 8 de março de 2013

CADERNOS



Não tenho problema algum em escrever "no computador" (ou mesmo no bloco de notas do iPod ou do celular); a tela vazia não me apavora mais ou menos do que uma folha em branco. Algumas vezes até, já escrevi diretamente neste blog, sem rascunhos de qualquer natureza, apenas com e pelo  calor que emana das palavras.
Porém, porém, porém... 

EU GOSTO MESMO É DE CADERNOS!

terça-feira, 5 de março de 2013

DÍVIDA

Afraid, de Tatomir Pitariu

Devo, não nego,
pagar por meu alheamento,
sobre esses versos insipientes
deitar-me só.

Devo, não nego,
aceitar essa singularidade
como reflexo de meus desatinos
e de meus não atos. 

Devo, não nego,
caminhar por estreitas vias.
Essa minha estreita vida
labiríntica.

domingo, 3 de março de 2013

CALMARIA É MEU SOBRENOME


"Destructive Rain"de InperFectionCreation


Uma miríade de lembranças me invade.
Nossas chuvas! Nossas chuvas!
Aquela tempestade de raios que saboreávamos
entre beijos de gosto amargo.
Oh, and all I taught that was everything
Oh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything?
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything
Aquele vigor destrutivo não mora mais aqui.
Calmaria é meu sobrenome hoje.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

À FLOR


Muitas vezes, quando saio de casa cedinho, ainda no carro, acabo me emocionando enquanto escuto uma determinada música: "Last Goodbye" do Jeff Buckley ou "Beautiful" do Marilion são figurinhas fáceis.







A da hora é "Ara Bátur" do Sigur Rós.



Dizem que vivo à flor da pele mas quem pode garantir?

Difícil é disfarçar a cara de choro.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

NÃO CONFUNDA ANDREW BIRD COM ANGRY BIRDS



O que faltou aqui, no maravilhoso post do meu amigo Evandro, sobre a nossa antológica caça ao pássaro recluso (tímido sim, mas nada zangado)?
Nada, creio.

Se Andrew Bird nos brindou com um show capaz de resistir aos tempos, nossa aventura (ainda lembro do Ev dizendo enquanto corríamos: "mesmo se não for ele, essa história terá seu valor") já está eternizada em nossas memórias.


Esse bis energético (ainda que mal gravado) diz tudo!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

DEZ ANINHOS


Meu novo, mas já querido, amigo Banks me oferece três dedos de um Laphroaig de dez aninhos. Single malt dos bons, coisa muito fina. Mesmo assim recuso. Desde o revés fiscal da semana passada tenho evitado a bebida. 
À rigor, bebo para comemorar. As raras vezes em que fraquejo são "pontos fora da curva", como diriam meus amigos estatísiticos. 
Aliás, sabe-se que 97,6% das pessoas que bebem o fazem para festejar. Encontar um bêbado que tomou o primeiro trago para "esquecer" é tão difícil quanto ser atingido por um raio. Mas encontrar um que começou a noitada radiante e a terminou com tendências suicidas é tão fácil quanto receber uma ligação de telemarketing.
Banks não quer saber de divagações e ameaça se fechar. Desculpo me e prometo dar-lhe atenção.
Ainda sóbrio sou capaz de causar estragos.

RUÍNAS


Atrás do mato alto vislumbro aquele velho mirante em ruínas. A visão não é nova para mim. Por que diabos então nunca tinha ido até lá? 


No sábado, quando saí para levar o cachorro preto para passear (tks, Churchill) finalmente desviei do meu caminho e fui investigar.


A surpresa não poderia ter sido maior. No lugar ainda resistem azulejos do tempo do império, há inclusive um painel de tirar o fôlego (mas terrivelmente danificado). 



Mesmo com o abandono de pelo menos cinquenta anos (segundo um vizinho da área) dá para saborear os sinais do seu passado glorioso. 



Pela grande quantidade de penas espalhadas por todo o local percebo que aquele gavião que vi voando do telhado quando cheguei é o dono da área há bastante tempo. Sortudo!




Faltam vidros, há pixações mas mesmo isso não diluiu em nada o impacto desse achado.