Minha língua ainda recende a tua carne
morna e acridoce como aquelas manhãs
quando nos amávamos e nos odiávamos
em igual medida e desmesura.
Nem sempre a luta foi limpa.
Fazíamos vezes de amantes,
outras, de inimigos.
De tanto roçarmos o fim
ele nos envolveu como um nevoeiro.
Em perspectiva, uma coisa é certa:
A culpa não mata mais do que a saudade.






